Não diga que não é engraçado ver o guri correndo e caindo. Ele se esforça demais, tem vontade. Ele nunca consegue e mesmo assim não aprende a lição.
Concorde que é engraçado como ele se engana fácil. Mas atenção, ele não é enganado e sim se engana. Nada do que ele fala realmente existe, ele é maluquinho. Cria as coisas, as mentiras, e ele mesmo cai e acredita.
Guri bobinho, menino tolo, garoto sonhador, piá inocente. Cada amigo tem uma maneira diferente de chamar. Mas ele, coitado, não sabe. Ninguém o avisa. É engraçado esse tipo de amigo.
Engraçado também quando ele percebe, sabe corrigir mas não o faz. Parece que gosta daquilo. Isso sim é realmente engraçado. E depois de tudo vai pedir ajuda àqueles amigos que, por trás, só o criticam.
Guri bobinho, acredita no "amigo-da-onça" que lhe da conselhos sem nexo. Menino tolo que segue conselhos totalmente lógicos. Garoto sonhador que acredita que pode melhorar o mundo. Piá inocente, que não diz mas sente, que tudo está errado mas nada faz.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Guri Bobinho.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Uma nova esperança.
E tem uma coisa que talvez ela não saiba. Que eu, nas horas mais densas, fico pensando em tudo. Tudo relacionado a ela. Não tenho mais medo disso. Foi algo que evoluiu e amadureceu tão rápido, tão prematuro. Mas parece tão sensato e certo.
Depois de algum tempo eu posso pensar em me agarrar em algo. Nada muito grande. Mas é uma bola de neve, que vem rolando colina abaixo, e com velocidade vai crescendo até ficar imparável. O começo veio e vem com coisas diminutas. Coisas que sozinhas não fariam sentido a ninguém. Conversas sem rumo e sem sentido, que não levariam a lugar nenhum, por fim levaram-me a chegar à conclusão.
Alguns movimentos em falso no escuro eu cometi. Sentimentos, sem motivos, eu alimentei. Mas ainda não venci. Espero contar com ela durante e depois da luta. Eu diria a ela: "Se não me levares a mal, não serei mau, tampouco lhe causarei mal.".
E sem realmente dizer, que ela entendesse que, apesar de tudo, eu começei a amá-la.
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sábado, 23 de junho de 2012
Preso e morto.
Um dia eu amei
em outro eu fui feliz
em outro o amor me atacou
nesse dia eu sofri
A dor que me fez pensar
que nada disso valia a pena
me fez criar armas e defesas
fez eu me fechar
A dor me fez criar algo que eu não conhecia
algo novo e perigoso
mas que me mantinha seguro
seguro de mim mesmo
Eu era o único capaz de quebrar a barreira
eu fiz
eu cai
eu sofri na minha própria criação
morto pela própria defesa.
em outro eu fui feliz
em outro o amor me atacou
nesse dia eu sofri
A dor que me fez pensar
que nada disso valia a pena
me fez criar armas e defesas
fez eu me fechar
A dor me fez criar algo que eu não conhecia
algo novo e perigoso
mas que me mantinha seguro
seguro de mim mesmo
Eu era o único capaz de quebrar a barreira
eu fiz
eu cai
eu sofri na minha própria criação
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Sabedoria.
Se ela não sabe
e eu não digo
ninguém vai saber
explicar o que vai acontecer
Se ela sabe e não me diz
eu finjo que não entendo
pois se ela quer que eu saiba
ela tem de me contar
Mas ela sabe e não quer ver
que do jeito que eu a vejo
nada precisa mudar
E ela não vê e não quer saber
que do jeito que ela é
eu não posso perder
não posso deixá-la ir
nem sequer posso errar
nem pensar em errar
D:RR
e eu não digo
ninguém vai saber
explicar o que vai acontecer
Se ela sabe e não me diz
eu finjo que não entendo
pois se ela quer que eu saiba
ela tem de me contar
Mas ela sabe e não quer ver
que do jeito que eu a vejo
nada precisa mudar
E ela não vê e não quer saber
que do jeito que ela é
eu não posso perder
não posso deixá-la ir
nem sequer posso errar
nem pensar em errar
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sexta-feira, 1 de junho de 2012
Nova Forma!
Eles não sabem e nem adianta tentar
explicar não adianta
se somos diferentes deles
não vão querer entender
Eles podem ter nos criado
mas muitos não ensinaram
todo o segredo que existe
por trás dos sentimentos
Se aprendermos sozinhos
seremos diferentes de todos
na forma de viver e amar
sempre seremos diferentes
Talvez não seja hora
nem seja coisa para nós
talvez não tenham ensinado
porque não era pra se ensinar
Viveremos da nossa maneira
com nossos próprios erros
do nosso jeito aprendendo
nessa nova forma de viver e amar.
D:EdRF
explicar não adianta
se somos diferentes deles
não vão querer entender
Eles podem ter nos criado
mas muitos não ensinaram
todo o segredo que existe
por trás dos sentimentos
Se aprendermos sozinhos
seremos diferentes de todos
na forma de viver e amar
sempre seremos diferentes
Talvez não seja hora
nem seja coisa para nós
talvez não tenham ensinado
porque não era pra se ensinar
Viveremos da nossa maneira
com nossos próprios erros
do nosso jeito aprendendo
nessa nova forma de viver e amar.
D:EdRF
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domingo, 26 de junho de 2011
A Lâmina.
O amor é como uma lâmina a ser forjada. Cada etapa é importante por si só, mas depende da anterior e complementa a próxima. Se alguma dessas etapas falhar, o trabalho final não será o mesmo.
Primeiramente se começa com um pedaço maciço de um elemento. Um pedaço bruto, sem brilho e sem forma.
Esse pedaço é deixado de lado até que chegue a hora certa para que ele vá à brasa e ai começa todo o desenvolvimento.
O pedaço é posto na brasa até atingir um ponto aonde o trabalho é facilitado. O calor é intenso, assim como a expectativa, mas a paciência é uma virtude que não pode ser ignorada em nenhuma parte do processo. É preciso aquecer a lâmina repetidas vezes. Se o calor for intenso de mais, a lâmina se torna quase que líquida e fica impossível se trabalhar nela. E se o calor for de menos, a lâmina continua bruta e dura. Se a lâmina esfriar muito rapidamente ela se torna quebradiça e se esfriar muito lentamente, fica maleável de mais, algo sem propósito, sem vida. É preciso algo que entorte quando preciso e que ao mesmo tempo seja resistente. Equilíbrio.
Nessa hora é dada a forma desejada. Maior, mais robusta, mais fina, como desejar. Se caso algo não saia como planejado, é mais fácil começar outro trabalho, nem tanto tempo se perdeu. Importante é ressaltar que a lâmina ainda não deve estar afiada, isso faz parte do acabamento.
O pedaço deve sofrer marteladas, batidas, testes de resistência
Para obter algumas melhorias e qualidades, é bom que se adicione alguns ingredientes. Cada trabalho é diferente do outro.
Depois que a lâmina estiver macia, é preciso dar uma pequena resfriada para começar a trabalhar no acabamento de fora para dentro da lâmina. A lâmina acaba tendo seu período mais frágil, mas se sobreviver terá uma força inigualável. Se tudo der certo, a lâmina deverá ser aquecida novamente para o acabamento final. Ganhará afiamento e brilho. Se tornará uma arma mortal contra qualquer inimigo. E todo o trabalho duro e paciência terão valido a pena. Um grande amor nasceu, perdurou e virou eterno.
Primeiramente se começa com um pedaço maciço de um elemento. Um pedaço bruto, sem brilho e sem forma.
Esse pedaço é deixado de lado até que chegue a hora certa para que ele vá à brasa e ai começa todo o desenvolvimento.
O pedaço é posto na brasa até atingir um ponto aonde o trabalho é facilitado. O calor é intenso, assim como a expectativa, mas a paciência é uma virtude que não pode ser ignorada em nenhuma parte do processo. É preciso aquecer a lâmina repetidas vezes. Se o calor for intenso de mais, a lâmina se torna quase que líquida e fica impossível se trabalhar nela. E se o calor for de menos, a lâmina continua bruta e dura. Se a lâmina esfriar muito rapidamente ela se torna quebradiça e se esfriar muito lentamente, fica maleável de mais, algo sem propósito, sem vida. É preciso algo que entorte quando preciso e que ao mesmo tempo seja resistente. Equilíbrio.
Nessa hora é dada a forma desejada. Maior, mais robusta, mais fina, como desejar. Se caso algo não saia como planejado, é mais fácil começar outro trabalho, nem tanto tempo se perdeu. Importante é ressaltar que a lâmina ainda não deve estar afiada, isso faz parte do acabamento.
O pedaço deve sofrer marteladas, batidas, testes de resistência
Para obter algumas melhorias e qualidades, é bom que se adicione alguns ingredientes. Cada trabalho é diferente do outro.
Depois que a lâmina estiver macia, é preciso dar uma pequena resfriada para começar a trabalhar no acabamento de fora para dentro da lâmina. A lâmina acaba tendo seu período mais frágil, mas se sobreviver terá uma força inigualável. Se tudo der certo, a lâmina deverá ser aquecida novamente para o acabamento final. Ganhará afiamento e brilho. Se tornará uma arma mortal contra qualquer inimigo. E todo o trabalho duro e paciência terão valido a pena. Um grande amor nasceu, perdurou e virou eterno.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
As coisas que vejo.
Desculpem minha ausência prolongada. Ultimamente tenho me focado nas tarefas diárias que me sugam as energias pouco a pouco. Mas assim que for me reestabelecendo, vou postando aqui. Mas não deixei minha vida de lado. Nos tempos livres faço várias coisas e uma das que eu mais gosto é desenhar. Então vou postar alguns desenhos aqui. Os melhores claro. Mas não sou um Picasso, só expresso meus sentimentos nos desenhos.
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terça-feira, 26 de outubro de 2010
[Projeto] Amor silencioso.
E lá estavam elas,
Duas mãos silenciosas
Que se olhavam, se entre-olhavam,
Talvez pelo tempo estavam ociosas.
Uma estava desiludida
Desamparada e perdida
E a outra ignorava seus próprios problemas,
Só queria ajudá-la.
Aproximou-se devagar e com um gesto sutil a tocou.
A mão tristonha acordou do pesadelo e pôs se a sentir a semelhante.
Sentia o carinho e o amor que ela queria passar-lhe.
De algum jeito, a mão carinhosa passou a reduzir a intensidade dos movimentos,
Como se esperasse uma reação.
Com medo, a mão tristonha agarrou a carinhosa com força,
Desejando que ela nunca parasse.
Uma sentia o calor da outra e diziam silenciosamente: Eu te amo!
Os donos apenas se entre-olhavam imaginando se era hora ou se era verdadeiro aquele sentimento.
Nenhum dos dois havia a coragem necessária para perguntar ao outro se sentia mesma coisa.
O tempo passou e forçou-os a soltarem-se, mesmo contra vontade, e desejando um ao outro.
Duas mãos silenciosas
Que se olhavam, se entre-olhavam,
Talvez pelo tempo estavam ociosas.
Uma estava desiludida
Desamparada e perdida
E a outra ignorava seus próprios problemas,
Só queria ajudá-la.
Aproximou-se devagar e com um gesto sutil a tocou.
A mão tristonha acordou do pesadelo e pôs se a sentir a semelhante.
Sentia o carinho e o amor que ela queria passar-lhe.
De algum jeito, a mão carinhosa passou a reduzir a intensidade dos movimentos,
Como se esperasse uma reação.
Com medo, a mão tristonha agarrou a carinhosa com força,
Desejando que ela nunca parasse.
Uma sentia o calor da outra e diziam silenciosamente: Eu te amo!
Os donos apenas se entre-olhavam imaginando se era hora ou se era verdadeiro aquele sentimento.
Nenhum dos dois havia a coragem necessária para perguntar ao outro se sentia mesma coisa.
O tempo passou e forçou-os a soltarem-se, mesmo contra vontade, e desejando um ao outro.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
O elo.
Normalidades a parte, o dia estava se saindo melhor de que se esperava. Ele só queria alguém para conversar sobre o dia feliz e sabia que o escutaria. Ela contava com alguma novidade, adorava ouvir e contar coisas novas.
Falou sobre tudo o que acontecera como de costume, ela o escutou e contou o seu dia também. Estavam numa alegria igual, a sintonia entre eles era facilmente perceptível.
Esperando uma compreensão normal, ele comenta:
- Vou fugir.
Ela ignora.
- Vou fugir, você ouviu? Por que você não presta atenção?
-Porque-responde ela- você nunca fala serio quando é algo assim.
Indignado ele retruca:
- Mas agora é serio. Vou fugir.
- Por que?
- Não quero ir embora.
- Ir embora pra onde?
- Esqueceu que eu vou me mudar?
- Se mudar? Você nunca me disse isso.
- Como não? Já foi decidido isso no meu lugar a tempos.
- Mas eu não quero que você se mude. Quero ter você aqui pra sempre!
- Eu sei e também quero ficar aqui pra sempre. Por isso vou fugir.
Ela se silenciou. A felicidade de antes não fazia mais sentido agora. Uma lágrima escorreu do rosto enquanto ele saia devagar. Ele olhou para trás e por fim entendeu o significado da amizade. Enquanto ela infelizmente só conheceria a saudade.
Falou sobre tudo o que acontecera como de costume, ela o escutou e contou o seu dia também. Estavam numa alegria igual, a sintonia entre eles era facilmente perceptível.
Esperando uma compreensão normal, ele comenta:
- Vou fugir.
Ela ignora.
- Vou fugir, você ouviu? Por que você não presta atenção?
-Porque-responde ela- você nunca fala serio quando é algo assim.
Indignado ele retruca:
- Mas agora é serio. Vou fugir.
- Por que?
- Não quero ir embora.
- Ir embora pra onde?
- Esqueceu que eu vou me mudar?
- Se mudar? Você nunca me disse isso.
- Como não? Já foi decidido isso no meu lugar a tempos.
- Mas eu não quero que você se mude. Quero ter você aqui pra sempre!
- Eu sei e também quero ficar aqui pra sempre. Por isso vou fugir.
Ela se silenciou. A felicidade de antes não fazia mais sentido agora. Uma lágrima escorreu do rosto enquanto ele saia devagar. Ele olhou para trás e por fim entendeu o significado da amizade. Enquanto ela infelizmente só conheceria a saudade.
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