E veio o carnaval. Viagem, festa, diversão, bebida, gente nova. Tudo o que uma pessoa fria pode tentar para se aquecer (nesse caso o coração). Nunca foi minha cara cair de amores por alguém e ficar naquela durante muito tempo. Nunca tinha sido e nem esperava que um dia fosse acontecer. E se a vida é monótona demais qual o motivo pra não fazer coisas diferentes? Era só o que eu dizia pra minha irmã. Mas nada dela me deixar viajar com os amigos. Poxa, era uma viagem normal. Talvez desde a morte de nossa mãe ela tenha ficado um pouco ciumenta comigo. Um grude que só. Além do mais, não seria ela que iria me impedir de ter um pouco de diversão. Eu não sou depressivo,a não ser que você considere horas e horas de diversão como tristeza. Mas sem delongas...
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domingo, 17 de fevereiro de 2013
A dança do amor.
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domingo, 6 de janeiro de 2013
Nós depois de Nós
Se você não veio quando chamei, se não fez o que eu queria quando eu queria, se não ficou mais tempo quando eu pedi, se não se acalmou quando brigava comigo é porque não estava pronta ainda. Isso eu entendo. Eu era, sou e vou ser a mesma pessoa, a pessoa que muda a forma de te tratar, a pessoa que grita quando não é compreendida, a pessoa que faz birra pra ganhar presente, mas eu sempre serei a pessoa que te quer bem.
E eu sempre irei querer teu bem. Não importa a circunstancia. Não importa a hora e o local.
E eu sei que te mudei. Agora você ri, agora você sai, agora você come bolo de cenoura com cobertura de chocolate, agora você não tem mais posters idiotas na parede do seu quarto, agora você não se preocupa mais em ter a aparência que te mandam ter. Agora você é "você depois de mim".
E eu sei que você me mudou. Eu não pensava nos outros, eu bebia, eu não lia, eu não dormia direito, eu pedia a Deus coisas que Ele não podia me dar, eu não acreditava em nada, eu era "eu" e agora eu sou "eu depois de você".
O tempo passou, as coisas mudaram, as pessoas se foram, outras chegaram. Mas as músicas são as mesmas, o meu endereço é o mesmo, os filmes também são os mesmos. Venha, cante, escreva, ligue, atenda, grite, fale. Não é tarde demais. Me chame.
"Não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão. - MdA"
E eu sempre irei querer teu bem. Não importa a circunstancia. Não importa a hora e o local.
E eu sei que te mudei. Agora você ri, agora você sai, agora você come bolo de cenoura com cobertura de chocolate, agora você não tem mais posters idiotas na parede do seu quarto, agora você não se preocupa mais em ter a aparência que te mandam ter. Agora você é "você depois de mim".
E eu sei que você me mudou. Eu não pensava nos outros, eu bebia, eu não lia, eu não dormia direito, eu pedia a Deus coisas que Ele não podia me dar, eu não acreditava em nada, eu era "eu" e agora eu sou "eu depois de você".
O tempo passou, as coisas mudaram, as pessoas se foram, outras chegaram. Mas as músicas são as mesmas, o meu endereço é o mesmo, os filmes também são os mesmos. Venha, cante, escreva, ligue, atenda, grite, fale. Não é tarde demais. Me chame.
"Não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão. - MdA"
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
From blue to red.
E no arco-íris da minha vida
O violeta das flores que te dava, nos passeios de parque aos domingos de sol.
O azul dos teus olhos, infinitos olhos, nos quais eu me perdi da vida.
Verde das folhas que caiam na nossa cabeça, embaixo da mangueira frondosa de galhos longos, no mesmo parque de domingo.
O amarelo do loiro do seu cabelo, cabelo cheiroso e macio.
O alaranjado dos gumes de mimosa da sua casa no subúrbio aonde brigávamos todas as noites, sem motivo, sem perdão.
E o vermelho do teu sangue, que escorria pela porta, que estava em minhas mãos culpadas.
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quarta-feira, 8 de agosto de 2012
A até Z.
Amo-te assim. Amo-te assado. Te amo certo. Te amo errado.
Amo todos que amo, disso não tenho dúvida. Só não sei a diferença entre os amores que sinto.
O que muda é o objetivo final.
Eu amo A pra sempre, meu melhor amigo.
B eu amo de vez em quando, meus pais.
C me ama quando eu o-amo, meus cachorros.
D eu amo, mas ele não sabe, meu amor secreto.
E eu ainda não amo, mas quero sempre perto de mim, meu novo amor secreto.
F eu amo como A, mas quero como E,D,C e B, quero casar contigo.
E até Z eu amo, talvez de formas diferentes, mas continuo amando.
Amo todos que amo, disso não tenho dúvida. Só não sei a diferença entre os amores que sinto.
O que muda é o objetivo final.
Eu amo A pra sempre, meu melhor amigo.
B eu amo de vez em quando, meus pais.
C me ama quando eu o-amo, meus cachorros.
D eu amo, mas ele não sabe, meu amor secreto.
E eu ainda não amo, mas quero sempre perto de mim, meu novo amor secreto.
F eu amo como A, mas quero como E,D,C e B, quero casar contigo.
E até Z eu amo, talvez de formas diferentes, mas continuo amando.
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segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Yeux ne sans visage (eyes without a face)....
Profissão? Desconhecida. Rosto comum? Nem um pouco. Dia normal? Ah, pensando bem sim. Começo da tarde e fim da manhã. Ambos indo embora. Cada um com a cabeça no lugar que devia estar. Ele procurando alguma novidade. Ela com pressa, voltando pra casa. O ponto era o mesmo mas os caminhos eram diferentes.
Ele demorou pra notar mas tinha algo de especial na garota.... os lábios? Talvez o nariz.... Não, nada disso. Eram os olhos. SIM, os olhos. Devagar ele se aproxima e puxa assunto:
-Oi, tudo bom? Desculpa te incomodar mas você tem olhos incríveis. Se importaria de me deixar tirar algumas fotos? Eles ficariam perfeitos em um desenho que eu estou fazendo. Se puder me passar seu e-mail pra que eu possa te mandar assim que terminar seria legal também.
Ela meio desconfiada mas não vendo problema naquilo aceita e em poucos minutos tudo já estava feito.
Cada um seguiu seu caminho. Eles se comunicaram assim que ele terminou o desenho, e o resto da história já da pra imaginar.
Eles nunca mais se falaram.
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sábado, 28 de julho de 2012
What a difference a night makes!
Outra noite. Uma das milhares que eu já tinha perdido. Bares e casas noturnas eram tão comuns que eu passei a tentar descobrir um padrão entre elas. Algo só pra passar o tempo. E quem eu queria enganar? Eu procurava algo que nunca tinha e parecia que não ia achar. Era simples.
Naquela noite eu fiquei muito tempo sentado no balcão do bar, conversando com o bar-man, com alguns garçons. Talvez fosse minha terceira dose, ou quarta. Quem sabe a quinta. Não tinha mais certeza de coisas assim. Se me perguntassem responderia como sempre: "Não faça perguntas difíceis, meu camarada!".
Sexta-feira era sempre igual. Mesmo bar, mesmo pessoal, eu sempre ali observando sozinho. Uma ou duas moças sentaram do meu lado, tentaram puxar assunto comigo, conversinha boba. Nada dava certo. Como era outra noite improdutiva e quieta acabaria indo embora depois daquele drink, talvez mais um, mas o importante é que pra mim a noite estava no final.
De repente outra moça veio. Sentou e começou a conversar com o bar-man. Depois direcionou o assunto pra mim e eu não tinha outra alternativa se não dar respostas evasivas e curtas. Do nada me pego num diálogo elaborado com a senhorita que era muito bonita por sinal.
O papo correu, por duas ou três horas, meio travado e se soltando conforme aos poucos. O mesmo pra mim. Aquilo era raro. Na hora certa a levei pra casa. Pra minha casa. Botei o velho disco de Jazz que há muito tempo já não ouvia e a princípio tudo deu certo.
Ao acordar pela manhã me deparo com um café da manhã preparado e em cima da mesa um guardanapo com um beijo de batom. Nada dela. Tão perto e tão longe. Me fez começar a pensar. Agora não saio mais. Não sei se é por medo de encontrá-la nos braços de outro. Ou se espero muito encontrá-la no primeiro lugar que for. Mas só sei que a lembrança me completa toda noite.
Naquela noite eu fiquei muito tempo sentado no balcão do bar, conversando com o bar-man, com alguns garçons. Talvez fosse minha terceira dose, ou quarta. Quem sabe a quinta. Não tinha mais certeza de coisas assim. Se me perguntassem responderia como sempre: "Não faça perguntas difíceis, meu camarada!".
Sexta-feira era sempre igual. Mesmo bar, mesmo pessoal, eu sempre ali observando sozinho. Uma ou duas moças sentaram do meu lado, tentaram puxar assunto comigo, conversinha boba. Nada dava certo. Como era outra noite improdutiva e quieta acabaria indo embora depois daquele drink, talvez mais um, mas o importante é que pra mim a noite estava no final.
De repente outra moça veio. Sentou e começou a conversar com o bar-man. Depois direcionou o assunto pra mim e eu não tinha outra alternativa se não dar respostas evasivas e curtas. Do nada me pego num diálogo elaborado com a senhorita que era muito bonita por sinal.
O papo correu, por duas ou três horas, meio travado e se soltando conforme aos poucos. O mesmo pra mim. Aquilo era raro. Na hora certa a levei pra casa. Pra minha casa. Botei o velho disco de Jazz que há muito tempo já não ouvia e a princípio tudo deu certo.
Ao acordar pela manhã me deparo com um café da manhã preparado e em cima da mesa um guardanapo com um beijo de batom. Nada dela. Tão perto e tão longe. Me fez começar a pensar. Agora não saio mais. Não sei se é por medo de encontrá-la nos braços de outro. Ou se espero muito encontrá-la no primeiro lugar que for. Mas só sei que a lembrança me completa toda noite.
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sexta-feira, 29 de junho de 2012
Guri Bobinho.
Não diga que não é engraçado ver o guri correndo e caindo. Ele se esforça demais, tem vontade. Ele nunca consegue e mesmo assim não aprende a lição.
Concorde que é engraçado como ele se engana fácil. Mas atenção, ele não é enganado e sim se engana. Nada do que ele fala realmente existe, ele é maluquinho. Cria as coisas, as mentiras, e ele mesmo cai e acredita.
Guri bobinho, menino tolo, garoto sonhador, piá inocente. Cada amigo tem uma maneira diferente de chamar. Mas ele, coitado, não sabe. Ninguém o avisa. É engraçado esse tipo de amigo.
Engraçado também quando ele percebe, sabe corrigir mas não o faz. Parece que gosta daquilo. Isso sim é realmente engraçado. E depois de tudo vai pedir ajuda àqueles amigos que, por trás, só o criticam.
Guri bobinho, acredita no "amigo-da-onça" que lhe da conselhos sem nexo. Menino tolo que segue conselhos totalmente lógicos. Garoto sonhador que acredita que pode melhorar o mundo. Piá inocente, que não diz mas sente, que tudo está errado mas nada faz.
Concorde que é engraçado como ele se engana fácil. Mas atenção, ele não é enganado e sim se engana. Nada do que ele fala realmente existe, ele é maluquinho. Cria as coisas, as mentiras, e ele mesmo cai e acredita.
Guri bobinho, menino tolo, garoto sonhador, piá inocente. Cada amigo tem uma maneira diferente de chamar. Mas ele, coitado, não sabe. Ninguém o avisa. É engraçado esse tipo de amigo.
Engraçado também quando ele percebe, sabe corrigir mas não o faz. Parece que gosta daquilo. Isso sim é realmente engraçado. E depois de tudo vai pedir ajuda àqueles amigos que, por trás, só o criticam.
Guri bobinho, acredita no "amigo-da-onça" que lhe da conselhos sem nexo. Menino tolo que segue conselhos totalmente lógicos. Garoto sonhador que acredita que pode melhorar o mundo. Piá inocente, que não diz mas sente, que tudo está errado mas nada faz.
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terça-feira, 26 de junho de 2012
Dos tempos que eu vivi feliz.
Depois de tudo
dos tempos que eu vivi feliz
eu sempre sentava lá
no mesmo lugar de sempre
Lugar este o qual
eu sentava e sonhava
junto com você
coisas impessoais da minha vida
Era no verão
quente e cheio de vida
que não te via
No outono batia saudade
você esperava a minha volta
ansioso, seco e laranja
Quando o inverno chegava
trazia você e tudo mais
não tinha mais frio
A primavera era outro outono
tinha dias que você vinha
outros eu te via mas não te queria
Nessa cidade, não sei se é verdade
mas talvez deva minhas felicidades
a você, amigo, companheiro
meu querido moleton.
dos tempos que eu vivi feliz
eu sempre sentava lá
no mesmo lugar de sempre
Lugar este o qual
eu sentava e sonhava
junto com você
coisas impessoais da minha vida
Era no verão
quente e cheio de vida
que não te via
No outono batia saudade
você esperava a minha volta
ansioso, seco e laranja
Quando o inverno chegava
trazia você e tudo mais
não tinha mais frio
A primavera era outro outono
tinha dias que você vinha
outros eu te via mas não te queria
Nessa cidade, não sei se é verdade
mas talvez deva minhas felicidades
a você, amigo, companheiro
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Uma nova esperança.
E tem uma coisa que talvez ela não saiba. Que eu, nas horas mais densas, fico pensando em tudo. Tudo relacionado a ela. Não tenho mais medo disso. Foi algo que evoluiu e amadureceu tão rápido, tão prematuro. Mas parece tão sensato e certo.
Depois de algum tempo eu posso pensar em me agarrar em algo. Nada muito grande. Mas é uma bola de neve, que vem rolando colina abaixo, e com velocidade vai crescendo até ficar imparável. O começo veio e vem com coisas diminutas. Coisas que sozinhas não fariam sentido a ninguém. Conversas sem rumo e sem sentido, que não levariam a lugar nenhum, por fim levaram-me a chegar à conclusão.
Alguns movimentos em falso no escuro eu cometi. Sentimentos, sem motivos, eu alimentei. Mas ainda não venci. Espero contar com ela durante e depois da luta. Eu diria a ela: "Se não me levares a mal, não serei mau, tampouco lhe causarei mal.".
E sem realmente dizer, que ela entendesse que, apesar de tudo, eu começei a amá-la.
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sábado, 23 de junho de 2012
Preso e morto.
Um dia eu amei
em outro eu fui feliz
em outro o amor me atacou
nesse dia eu sofri
A dor que me fez pensar
que nada disso valia a pena
me fez criar armas e defesas
fez eu me fechar
A dor me fez criar algo que eu não conhecia
algo novo e perigoso
mas que me mantinha seguro
seguro de mim mesmo
Eu era o único capaz de quebrar a barreira
eu fiz
eu cai
eu sofri na minha própria criação
morto pela própria defesa.
em outro eu fui feliz
em outro o amor me atacou
nesse dia eu sofri
A dor que me fez pensar
que nada disso valia a pena
me fez criar armas e defesas
fez eu me fechar
A dor me fez criar algo que eu não conhecia
algo novo e perigoso
mas que me mantinha seguro
seguro de mim mesmo
Eu era o único capaz de quebrar a barreira
eu fiz
eu cai
eu sofri na minha própria criação
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Sabedoria.
Se ela não sabe
e eu não digo
ninguém vai saber
explicar o que vai acontecer
Se ela sabe e não me diz
eu finjo que não entendo
pois se ela quer que eu saiba
ela tem de me contar
Mas ela sabe e não quer ver
que do jeito que eu a vejo
nada precisa mudar
E ela não vê e não quer saber
que do jeito que ela é
eu não posso perder
não posso deixá-la ir
nem sequer posso errar
nem pensar em errar
D:RR
e eu não digo
ninguém vai saber
explicar o que vai acontecer
Se ela sabe e não me diz
eu finjo que não entendo
pois se ela quer que eu saiba
ela tem de me contar
Mas ela sabe e não quer ver
que do jeito que eu a vejo
nada precisa mudar
E ela não vê e não quer saber
que do jeito que ela é
eu não posso perder
não posso deixá-la ir
nem sequer posso errar
nem pensar em errar
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quarta-feira, 6 de junho de 2012
O fim dos inocentes [2].
A manhã ensolarada daquele dia lindo. O garoto queria por que queria brincar la fora. A mãe não deixava. Ele insistiu, coisa de criança. Para ele tudo estava dando certo naquele dia perfeito. Estava cedo ainda, mas seus amigos já brincavam la fora. Eram cerca de 7 horas. Queria brincar pela manhã pois a tarde teria que ir para a aula.
A mãe, já chateada com o menino, o deixou brincar. Ele com toda a alegria de criança foi para fora e brincou. Se divertiu como costumava fazer em todas as segundas-feiras.
Não muito longe dali outra criança, um Little Boy, vinha para brincar, ou quem sabe estragar a brincadeira.
As preocupações da época não afligiam o garoto. A tensão era presente em seu país e em vários outros no mundo. Mas guerra? Essa palavra o garoto de 9 anos jamais ouvira.
Por volta das 8 horas da manhã, o garoto parou de correr e olhou para cima. Seu "sonho de consumo" passava por ali. Um avião! Só tinha ouvido falar que existiam veículos que voavam mais altos que montes enormes, mas daquele jeito ele nunca tinha visto. Ficou estupefato com a visão mágica daquele gigante de aço que cortava o céu. Os outros garotos que com ele estavam também olhavam e gritavam alegres, como se aquilo fosse algum tipo de presente. Eles se sentiam incomodados com um assovio que rondava o ar, porém, comparando áquela magnificência voadora, não era nada.
O Little Boy vinha para brincar também. Um clarão se deu e a memória do garoto se perdeu.
A mãe, já chateada com o menino, o deixou brincar. Ele com toda a alegria de criança foi para fora e brincou. Se divertiu como costumava fazer em todas as segundas-feiras.
Não muito longe dali outra criança, um Little Boy, vinha para brincar, ou quem sabe estragar a brincadeira.
As preocupações da época não afligiam o garoto. A tensão era presente em seu país e em vários outros no mundo. Mas guerra? Essa palavra o garoto de 9 anos jamais ouvira.
Por volta das 8 horas da manhã, o garoto parou de correr e olhou para cima. Seu "sonho de consumo" passava por ali. Um avião! Só tinha ouvido falar que existiam veículos que voavam mais altos que montes enormes, mas daquele jeito ele nunca tinha visto. Ficou estupefato com a visão mágica daquele gigante de aço que cortava o céu. Os outros garotos que com ele estavam também olhavam e gritavam alegres, como se aquilo fosse algum tipo de presente. Eles se sentiam incomodados com um assovio que rondava o ar, porém, comparando áquela magnificência voadora, não era nada.
O Little Boy vinha para brincar também. Um clarão se deu e a memória do garoto se perdeu.
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terça-feira, 5 de junho de 2012
O fim dos inocentes [1].
Noite, quase 3 da madrugada. Ratos andando no assoalho, uma correria sem direção e ritmo. Roncos altos, puxando o ar para dentro e em seguida expelindo. Suspiros vindo do quarto ao lado. Ele não conseguia dormir. Precisava, mas não conseguia.
Os suspiros aumentavam sem razão e logo após diminuiam. Estranho era tudo aquilo para ele mas ele tinha de aguentar.
De repente os suspiros viraram gritos. Uma língua desconhecida era falada.. Aquilo não importava mais. Os gritos pararam e o silêncio se instaurou no quarto escuro. A noite corria feito doida. Tanto que ele já nem mais sabia quantos dias estava ali.
Entrava em um estado de coma e logo voltava. Era como estar sozinho no vácuo escuro. De repente as vozes grossas e fortes voltaram. Abriram a porta com raiva e força. Gritaram alguma coisa naquela língua. Queriam algo, era óbvio. Ele não entendia, não sabia o que dizer. Eles o forçaram e ele não resistira. A tortura era absurda. Algo desumano. Mesmo não entendendo aquilo, acabou sucumbindo. Outra vítima de Auschwitz.
Os suspiros aumentavam sem razão e logo após diminuiam. Estranho era tudo aquilo para ele mas ele tinha de aguentar.
De repente os suspiros viraram gritos. Uma língua desconhecida era falada.. Aquilo não importava mais. Os gritos pararam e o silêncio se instaurou no quarto escuro. A noite corria feito doida. Tanto que ele já nem mais sabia quantos dias estava ali.
Entrava em um estado de coma e logo voltava. Era como estar sozinho no vácuo escuro. De repente as vozes grossas e fortes voltaram. Abriram a porta com raiva e força. Gritaram alguma coisa naquela língua. Queriam algo, era óbvio. Ele não entendia, não sabia o que dizer. Eles o forçaram e ele não resistira. A tortura era absurda. Algo desumano. Mesmo não entendendo aquilo, acabou sucumbindo. Outra vítima de Auschwitz.
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terça-feira, 29 de maio de 2012
Watching a ghost!
" Se você se for, você volta pra me contar como é?" - disse a criança.
"Volto sim. Mas se você for primeiro você me diz também ok?" - retrucou a mãe.
Ela se foi e o tempo passou silencioso. Sempre derramava lágrimas.
Quando a esperança se foi, no meio da noite, na rua escura, ela diz:
"Você realmente quer saber como é lá? Vamos!"
"Volto sim. Mas se você for primeiro você me diz também ok?" - retrucou a mãe.
Ela se foi e o tempo passou silencioso. Sempre derramava lágrimas.
Quando a esperança se foi, no meio da noite, na rua escura, ela diz:
"Você realmente quer saber como é lá? Vamos!"
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sexta-feira, 4 de maio de 2012
Life's going by...
Um vinha de um lado, todo confiante, ar poderoso, nariz empinado, sempre olhando pro horizonte com um sorriso disfarçado, como se o mundo todo estivesse ao seu favor. De outro lado vinha Outro, diferente de Um, olhando pra baixo, tímido, calado, com um semblante triste. Estes se cruzam, Um acha que Outro não tem motivos pra viver, se sente melhor por achar ser melhor que Outro. Sorri, continua seu caminho.
Outro nem percebeu que Um passava, estava preso nos seus pensamentos, em suas doces lamentações, em sua culpa. Um olha para trás e outra vez sorri, quantitando sua felicidade.
Outro andando, olhar fixo na calçada, um brilho aparece. Uma moeda Outro acha exatamente no local aonde Um havia passado. Outro sorri, tesouro encontrado. Um continua, feliz e no fundo enganado.
Outro nem percebeu que Um passava, estava preso nos seus pensamentos, em suas doces lamentações, em sua culpa. Um olha para trás e outra vez sorri, quantitando sua felicidade.
Outro andando, olhar fixo na calçada, um brilho aparece. Uma moeda Outro acha exatamente no local aonde Um havia passado. Outro sorri, tesouro encontrado. Um continua, feliz e no fundo enganado.
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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O inferno do Filósofo.
Nem vi o que aconteceu. Só sei que apareci lá. Lugar quente e abafado, não parava de suar.
Muita gente de faz tempo, estava lá procurando vento.
Estava lá um baixinho e também um de bigodinho. Só falavam sobre um tal de conquistar, conquistar uma terra gelada, sem ouro, sem nada. Só descobriram depois que tinha uma água preta que foi enlatada.
Tinha uma moça, bem bonita por sinal. Dizia que na terra dela o bem era irmão do mal e que da areia se tira mais do que sal. Ela, porém, não entendia muito bem como foi parar ali. Tinha um cuidado por animais, um amor especial, e triste me disse que uma cobra a mordeu no final.
Estava la um camarada Getúlio, pai dos pobres. Todos sabiam como aquele senhor era dos mais nobres. Mas ó coitado, era tão bom que por alguma razão ele foi "suicidado".
La jazia um ser bem apessoado que dizia que tudo era errado. Cabeludo, revolucionário. Gostava de tudo no mesmo horário. Era até formado, pelo que eu entendi. Era dentista, já descrente, o chamado "Tiradentes".
Tinha uma separada do grupo. Era verde, enrugada, nem parecia uma mulher. Tinha vassoura de palha, varinha, acredite se quiser. Agora o que era? Acredito que seja uma Bruxa de Blair.
O dono do lugar era até simpático, tentador. Só era meio apático, sem vigor. Também era sumidão, gostava de ficar la atrás. O chamavam por varias coisas. Oi? Não entendi. Seu nome é "Capataz"?
Mas eu, ah eu, nem sabia o motivo de estar ali. Só espalhava uma idéia de que aqui não era ali. Falava sobre a fome. Alguém me pergunta: Qual o seu nome? Com apóstrofo? Eu só sei responder: Calma, pense bem, eu sou só um filósofo.
Muita gente de faz tempo, estava lá procurando vento.
Estava lá um baixinho e também um de bigodinho. Só falavam sobre um tal de conquistar, conquistar uma terra gelada, sem ouro, sem nada. Só descobriram depois que tinha uma água preta que foi enlatada.
Tinha uma moça, bem bonita por sinal. Dizia que na terra dela o bem era irmão do mal e que da areia se tira mais do que sal. Ela, porém, não entendia muito bem como foi parar ali. Tinha um cuidado por animais, um amor especial, e triste me disse que uma cobra a mordeu no final.
Estava la um camarada Getúlio, pai dos pobres. Todos sabiam como aquele senhor era dos mais nobres. Mas ó coitado, era tão bom que por alguma razão ele foi "suicidado".
La jazia um ser bem apessoado que dizia que tudo era errado. Cabeludo, revolucionário. Gostava de tudo no mesmo horário. Era até formado, pelo que eu entendi. Era dentista, já descrente, o chamado "Tiradentes".
Tinha uma separada do grupo. Era verde, enrugada, nem parecia uma mulher. Tinha vassoura de palha, varinha, acredite se quiser. Agora o que era? Acredito que seja uma Bruxa de Blair.
O dono do lugar era até simpático, tentador. Só era meio apático, sem vigor. Também era sumidão, gostava de ficar la atrás. O chamavam por varias coisas. Oi? Não entendi. Seu nome é "Capataz"?
Mas eu, ah eu, nem sabia o motivo de estar ali. Só espalhava uma idéia de que aqui não era ali. Falava sobre a fome. Alguém me pergunta: Qual o seu nome? Com apóstrofo? Eu só sei responder: Calma, pense bem, eu sou só um filósofo.
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